[AUTOCUIDADO]: SEXTOU!

22 julho 2022


SEXTOU!

E o hoje temos mais um post pessoal de vida real por aqui.


Segunda decidi fazer o prato preferido da minha irmã no jantar, Strogonoff de carne (ainda bem, porque eu não gosto muito do de frango). Ela vem para casa nas férias da facul (Mora em SP) e sempre me pede para fazer, e eu acabo fazendo porque né, é a minha irmã rsrs.

Cheguei com as compras e não tinha ninguém em casa. Tomei banho, coloquei uma música do Cazuza que queria muito ouvir (Codinome Beija-Flor) e comecei a cozinhar. Logo minha mãe e a minha irmã chegaram, já cantando as músicas, abrimos um vinho e fomos conversando, bebendo e cantando Cazuza, Marisa Monte, Lulu Santos e Capital Inicial enquanto eu cozinhava.


Jantamos, batemos mais papo e depois fomo ver série juntas, a da vez é Criminal Minds (a gente adora, assinei o Star+ só para ver todas as temporadas em ordem). Foi um momento leve, gostoso, em família, que me preencheu de formas inimagináveis.


Falo sobre preencher porque há 15 dias, durante uma cessão da terapia, minha terapeuta me fez a seguinte pergunta “quando você está com seus amigos, sua família, você sente essa falta do amor romântico que você diz sentir tanto? É diferente?”. Isso porque eu achava que sim, que me faltava alguém, alguma coisa, que eu não era completa e precisava de um relacionamento amoroso para ser plenamente feliz.

Mas, depois desse questionamento dela, eu passei a observar mais os meus momentos sozinha, com meus amigos e família e pude perceber como eu estava errada, me olhando do jeito errado. O relacionamento vem para somar, para transbordar o que já é completo, e não para preencher algum vazio.


Passei a me desligar um pouquinho do amor romântico, das redes sociais que me causam ansiedade e me voltei para mim e nossa, a diferença já foi sentida em tão pouco tempo! E foi tanta que nessa terça, na nova cessão, fui elogiada pela terapeuta pela evolução que estou apresentando. O ritmo de leitura melhorou, os objetivos pessoais e profissionais também, o relacionamento com a família...


E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz, que precisei escrever sobre isso! Nos últimos 6 anos eu passei por muitas situações complicadas, em 10/2022 terminei uma relação de extrema dependência emocional, e então procurei ajuda com a terapia para curar essas e outras feridas antigas e hoje, 9 meses depois, começar a enxergar novamente a pessoa que eu era antes de todos os traumas, a vontade de crescer, reagir sabe? E é muito bom ver a minha evolução começando!

Quero falar sobre essa nova fase mais vezes por aqui, escrever é algo que sempre me fez muito bem, e enquanto eu não volto com novidades, fiquem com as indicações para o fim de semana:


D-I-Q-U-I-N-H-A-S


MÚSICA: Take on Me, do A-ha é uma música lançada em 1985 (eu nasci em 93) que me anima muuuito! Sabe aquelas cenas de filme, da pessoa dançando sozinha no quarto? Sou eu com essa música. Ela é bem vibes Stranger Things hahaha.


FILME: Eu não sou muito de assistir filmes, geralmente vejo mais séries, mas recentemente assisti com amigos O Outro Pai, um filme de comédia espanhol e Um Suburbano Sortudo, uma comédia nacional. Ambos são ótimos e estão disponíveis na Netflix.


LIVRO: Para os leitores de Suspense: Broken Sea; para os de hot: Os Números do Amor; e para os fãs de comédia romântica: Clube do Livro dos Homens!


Até Mais!



SEXTOU!

E o hoje temos mais um post pessoal de vida real por aqui.


Segunda decidi fazer o prato preferido da minha irmã no jantar, Strogonoff de carne (ainda bem, porque eu não gosto muito do de frango). Ela vem para casa nas férias da facul (Mora em SP) e sempre me pede para fazer, e eu acabo fazendo porque né, é a minha irmã rsrs.

Cheguei com as compras e não tinha ninguém em casa. Tomei banho, coloquei uma música do Cazuza que queria muito ouvir (Codinome Beija-Flor) e comecei a cozinhar. Logo minha mãe e a minha irmã chegaram, já cantando as músicas, abrimos um vinho e fomos conversando, bebendo e cantando Cazuza, Marisa Monte, Lulu Santos e Capital Inicial enquanto eu cozinhava.


Jantamos, batemos mais papo e depois fomo ver série juntas, a da vez é Criminal Minds (a gente adora, assinei o Star+ só para ver todas as temporadas em ordem). Foi um momento leve, gostoso, em família, que me preencheu de formas inimagináveis.


Falo sobre preencher porque há 15 dias, durante uma cessão da terapia, minha terapeuta me fez a seguinte pergunta “quando você está com seus amigos, sua família, você sente essa falta do amor romântico que você diz sentir tanto? É diferente?”. Isso porque eu achava que sim, que me faltava alguém, alguma coisa, que eu não era completa e precisava de um relacionamento amoroso para ser plenamente feliz.

Mas, depois desse questionamento dela, eu passei a observar mais os meus momentos sozinha, com meus amigos e família e pude perceber como eu estava errada, me olhando do jeito errado. O relacionamento vem para somar, para transbordar o que já é completo, e não para preencher algum vazio.


Passei a me desligar um pouquinho do amor romântico, das redes sociais que me causam ansiedade e me voltei para mim e nossa, a diferença já foi sentida em tão pouco tempo! E foi tanta que nessa terça, na nova cessão, fui elogiada pela terapeuta pela evolução que estou apresentando. O ritmo de leitura melhorou, os objetivos pessoais e profissionais também, o relacionamento com a família...


E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz, que precisei escrever sobre isso! Nos últimos 6 anos eu passei por muitas situações complicadas, em 10/2022 terminei uma relação de extrema dependência emocional, e então procurei ajuda com a terapia para curar essas e outras feridas antigas e hoje, 9 meses depois, começar a enxergar novamente a pessoa que eu era antes de todos os traumas, a vontade de crescer, reagir sabe? E é muito bom ver a minha evolução começando!

Quero falar sobre essa nova fase mais vezes por aqui, escrever é algo que sempre me fez muito bem, e enquanto eu não volto com novidades, fiquem com as indicações para o fim de semana:


D-I-Q-U-I-N-H-A-S


MÚSICA: Take on Me, do A-ha é uma música lançada em 1985 (eu nasci em 93) que me anima muuuito! Sabe aquelas cenas de filme, da pessoa dançando sozinha no quarto? Sou eu com essa música. Ela é bem vibes Stranger Things hahaha.


FILME: Eu não sou muito de assistir filmes, geralmente vejo mais séries, mas recentemente assisti com amigos O Outro Pai, um filme de comédia espanhol e Um Suburbano Sortudo, uma comédia nacional. Ambos são ótimos e estão disponíveis na Netflix.


LIVRO: Para os leitores de Suspense: Broken Sea; para os de hot: Os Números do Amor; e para os fãs de comédia romântica: Clube do Livro dos Homens!


Até Mais!

 Título: Professor Feelgood

Autor: Leisa Rayven

Páginas: 368

Ano de Publicação: 2018

Editora: Globo Alt

Skoob: AQUI

Compre Aqui: Amazon


Sinopse: “Asha Tate é uma ambiciosa assistente editorial. Romântica ao extremo, ela sonha com um amor que a leve às alturas. O homem ideal deve preencher todos os requisitos de sua longa lista – e talvez seja por isso que ela ainda não o tenha encontrado. Mas o romance fica em segundo plano quando o assunto é carreira, e tudo indica que ela está prestes a ser promovida. No entanto, para conseguir o cargo dos seus sonhos, ela deve achar um best-seller que balance o mercado editorial. Ela só não imagina que será balançada com ele. Em busca do próximo sucesso de vendas da editora Whiplash, Asha acaba entrando em contato com o Instagram do misterioso Professor Feelgood, que tem milhões de seguidores e um grande potencial de vendas. Mais do que apenas fotos sensuais de seu incrível corpo, o Professor posta poemas angustiados que atingem em cheio a sua alma. Mas o homem por trás da página acaba sendo bem diferente do que ela imaginava. Claro, seu corpo é lindo e seu rosto é de morrer, mas ele é intenso, arrogante e parece ter raiva do mundo todo – principalmente dela Logo, o projeto dos sonhos de Asha parece ter tudo para se tornar um grande pesadelo. Para piorar, a atração que parece queimar entre ela e o Professor não ajuda em nada a manter sua cabeça no lugar. Dividida entre traumas do passado, sua carreira ascendente e sentimentos conflitantes, Asha terá que descobrir como publicar um sucesso editorial, resolver suas questões pessoais e, acima de tudo, lidar com o complexo Professor.”


Mr. Romance foi um livro que eu gostei muito, e por esse motivo estava curiosa para ler o segundo livro da série, Professor Feelgood, afinal seria contada a história da fofa da Asha, que me conquistou já no primeiro livro.


Asha é uma assistente editorial que sonha em ser promovida a editora, e essa oportunidade surge quando o dono na editora onde trabalha lança um desafio, o assistente que trouxer o novo autor/livro que seja um Best Seller, ganha a promoção!


Achar um best seller pode não ser uma tarefa fácil, mas Asha tem uma ideia: ela é uma romântica incurável e há meses está obcecada no Instagram do Professor Feelgood, um homem misterioso que publica poemas que tocam a sua alma (e de brinde fotos do seu corpo escultural, por sinal hahaha); e se ela publicasse o Professor? Ela se arrisca a mandar uma mensagem e depois de muita relutância por parte do Professor ela acaba o convencendo, apresenta o projeto para a editora e ganha a disputa!


E agora começa a parte mais difícil: ela tem um prazo para publicar um livro de um autor que ela nem conhece pessoalmente e provar que ele será sim um best seller. O problema é que Ash descobre que conhece sim o Professor: ele é alguém do seu passado, e eles SE ODEIAM.

Mas pelo bem do livro e do trabalho de ambos Ahs e Jake (O Professor Feelgood) precisam trabalhar juntos, e nisso superar anos de mágoa, erros do passado, e claro, muita atração que eles fingem não sentir. 


Publicado no instagram: @anaentrepaginas

Esse é um livro que fala principalmente sobre perdão. É um enemies to lovers, mas consegue ser mais “profundo” já que aqui temos duas pessoas que já foram muito amigas, tiveram problemas e hoje não conseguem mais se entender. Os primeiros capítulos são puro ódio e brigas, e aos poucos vamos entendendo o que fez que os dois se afastassem assim.


Asha me conquistou desde o primeiro livro, pela sua personalidade forte, ser obstinada, focada na carreira uma romântica incurável. Ela tem traumas do passado e a volta de Jake traz muitos deles a tona, faz com que ela precise enfrentar muita coisa e entender que nem tudo é como ela imaginava.


Apesar de serem histórias independentes, sugiro a leitura dos livros na ordem, pois Professor Feelgood pode conter pequenos spoilers do livro anterior Mr. Romance.

Publicado no Instagram: @anaentrepaginas


O gênero que mais tem aparecido nesse Instagram é o romance, confesso, é o que tem me tirado da ressaca literária. Mas acreditem, apenas recentemente comecei a gostar de romances, meu queridinho sempre foi o SUSPENSE POLICIAL ✨


E não tem como falar desse gênero sem mencionar Harlan Coben. Foi um dos primeiros autores do gênero que eu conheci, e não é atoa que é conhecido como “o mestre das noites em claro”: a narrativa dos livros é tão surpreende e intrigante que torna impossível largar antes do fim.


Inclusive, em dezembro de 2021 “Fique Comigo”, foi mais uma de suas obras que foi adaptada pela Netflix, e vale a pena assistir viu?


Os livros do Harlan são publicados pela @editoraarqueiro, que inclusive está relançando com novas capas, maravilhosas por sinal. A série mais famosa do autor é a do Myron Bolitar, iniciada em “Quebra de Confiança”.


JOGADA MORTAL é o segundo livro da série, e como o livro anterior envolve mortes, esportes e muito suspense em um enredo de tirar o fôlego! (Arrasta pro lado para conferir a sinopse).



“Quando se foge do passado, o futuro nunca é promissor”.

Até então a série conta com 11 livros publicados, sendo o último VOLTA PARA CASA, publicado em 2018, e como cada livro tem a sua história independente até pode ser lida fora de ordem, correndo um risco de pequenos spoilers sobre a vida dos personagens rsrsrs.




Indico o autor para todos os fãs do gênero, e também, vejam a série na Netflix!

Foto: Trip Food Pampulha / BH-MG

Depois de 6 meses afastada, cá estou eu novamente escrevendo nesse blog! O primeiro semestre de 2022 não foi muito fácil de várias formas, estou ensaiando essa volta ao blog a tempos, e finalmente senti que era o momento certo! As vezes a vontade de acompanhar as tendências e a evolução das redes sociais faz a gente se distanciar do que realmente somos, e a verdade é que eu sinto uma falta enorme de escrever aqui.
Tenho esse blog há 7 anos, sempre foi um espaço de acolhimento e liberdade, sempre tive muuuito carinho por cada detalhe daqui, e voltar a escrever além de bem nostálgico, me traz muita paz e conforto.

Resumindo o primeiro semestre de 2022: eu tive mais momentos de lazer do que de "trabalho" e por mais que isso tenha me feito muito bem, pois normalmente eu sou a pessoa que vive preocupada, ansiosa, e não me permito "viver", nesse segundo semestre quero conseguir um equilíbrio maior. Eu li bem, vi séries, sai muito, conheci novos lugares... Mas não estudei, não cuidei tão bem da saúde como gostaria, e essas são as coisas que eu quero mudar.

Falando em leituras, já tinha observado que depois que adquiri o Kindle meu consumo de livros físicos caiu consideravelmente, e agora que assinei o Kindle Unlimited, isso piorou. É ruim porque tenho quase 100 livros não lidos na estante, e por querer conhecer essas histórias, resolvi frear um pouquinho o Kindle nesse segundo semestre e me dedicar a desafogar a minha estante!
Mas a assinatura do KU me deu a oportunidade de conhecer muitas autoras nacionais novas, e isso é um tópico que eu pretendo trazer em breve pra cá! 

No mais, é muito bom estar de volta e espero conseguir ser tão frequente aqui quanto eu gostaria!


 


Título: História de Um Grande Amor  (Trilogia Bevelstoke #1)

Autor: Julia Quinn

Páginas: 288

Ano de Publicação: 2020

Editora: Arqueiro 

Skoob: AQUI

Compre Aqui: Amazon


Sinopse: "Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava.

Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre.

Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador.

Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos."


Há um tempinho não lia romances da Julia Quinn, e quando ganhei “História de Um grande Amor” achei que era o momento certo para voltar as obras dessa autora que sempre me conquistam! Miranda Cheever é uma criança bem madura para a sua idade, acostumada a lidar desde cedo com comentários sobre a sua aparência, até por por parte da sua mãe que falava sobre a desproporcionalidade dos seus membros. Seu pai é um estudioso que presta mais atenção nos livros do que na própria filha e com isso Miranda passa a maior parte do tempo na casa da melhor amiga, Oliva.


E em uma dessas vezes em que ela está na casa da amiga, Miranda se apaixonou. Aos 10 anos. Pelo irmão mais velho de Olívia. Isso aconteceu porque a garota que “sabia” que não era bonita como as outras da sua idade, recebeu um elogio e encorajamento de Nigel Turner Bevelstoke. Foi a coisa mais bonita que alguém já tinha feito por ela, e durante os próximos 10 anos Miranda fantasiou e cultivou esse amor pelo visconde.


Enquanto isso Turner se casou, decepcionou, viuvou e se tornou um homem amargo e solitário. Sempre via Miranda como uma irmã já que ela estava sempre junto com a família, sempre ao lado da sua irmã mais nova… até que uma noite, após alguns drinks, Turner começa a reparar mais em Miranda e a vê-la de outra forma.


A situação se agrava quando Turner descobre que sua irmã Olívia tem a intenção de casar Miranda com seu irmão gêmeo, Winston, para que sejam finalmente irmãs de verdade... Turner que nunca tinha reparado de verdade em Miranda começa a sentir ciúmes de toda a situação, mas será que isso vai significar a realização dos sonhos e o final feliz que Miranda sempre quis?



Esse não foi um dos meus livros preferidos da JQ, mas também não me decepcionou. Miranda é engraçada e decidida, e apesar de se achar “não tão bonita” não é o tipo de personagem que fica reforçando isso o tempo todo sabe? Ela é espontânea, se impõe, e ver ela lidando com a “realização” dos seus sonhos é muito interessante.


Turner não é o cavalheiro que a gente espera, ele tem atitudes machistas que em alguns momentos me incomodaram, a ficha dele demora a cair sobre suas atitudes... A "justificativa" para suas atitudes, o  famoso "fui magoado e não quero mais me envolver" já é bem batido e não convence muito, mas no final ele consegue fazer a coisa certa.


Os personagens secundários são poucos explorados, Turner tem uma relação muito distante com toda a família, tendo apenas Olívia mais destaque na trama, e por sinal ela rouba a cena, protagonizando momentos hilários. Perdoei essa falta de explorar mais os personagens  por ser um livro introdutório, e espero que no segundo livro, que é sobre Olívia, tenhamos mais vislumbres de toda a família!

 


Em outubro de 2021 eu comecei a fazer terapia. Já tinha feito algumas sessões em 2019, mas na época não fez muito "efeito" pra mim pois não consegui me conectar com o processo, e acabei abandonado depois de algum tempo. Esse ano, após passar por algumas situações traumáticas e sair de uma relação bem tóxica, eu decidi tentar novamente, com uma psicóloga especialista no meu problema, e digo que foi a melhor decisão da minha vida!


A terapia alivia, mas também pode ser difícil e desconfortável. Ela questiona, nos faz pensar e enxergar coisas que as vezes não queremos ver. Avalia cada área da nossa vida, passado, presente e futuro e nos ajuda a lidar com decisões que já tomamos ou que ainda precisamos tomar.


E justamente nesse momento tão importante, recebi em parceria com a editora Arqueiro o livro QUEIME DEPOIS DE ESCREVER, publicado pela Sextante. O livro é um convite a uma jornada de autoconhecimento em forma de perguntas e jogos, um diálogo entre você e o livro, totalmente sincero.



É engraçado como perguntas bem simples podem se tornar tão difíceis para algumas pessoas, principalmente em casos de relacionamentos tóxicos, onde a pessoa perde a própria identidade; saber o que gosta, seus sonhos e objetivos pessoais, sem a interferência de outra pessoa, é uma tarefa que demanda bastante reflexão.


E é isso que esse livro busca, é no que consiste o meu processo juntamente com a terapia: ME CONHECER. O conteúdo do livro não deve ser compartilhado, é uma experiência pessoal e por isso o nome é Queime Depois de Escrever. Eu não vou queimar, mas quero muito fazer esse exercício e guardar esse livro, para toda vez que eu precisar me lembrar quem eu sou. 



Você consegue ser sincero quando ninguém está olhando? Está na hora de fazer o jogo da verdade com você mesmo.

Com perguntas instigantes, questionários e jogos de associação de palavras, você vai pintar um retrato fiel de si mesmo.

Divirta-se nessa exploração e, se preferir, queime depois de escrever.

Queime depois de escrever é um livro sobre você e para você.

Ninguém mais terá acesso a ele, então você pode finalmente dizer a verdade sobre sua personalidade, suas preferências, seus medos e seus desejos.

Quem é você? Para onde está indo? Por que está indo para lá?

Revele-se. Descubra-se.


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Título: Ventos de Mudança (Mulheres pioneiras #1)
Autor: Beverly Jenkins
Páginas: 240
Ano de Publicação: 2021
Editora: Arqueiro 
Skoob: AQUI
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Sinopse: "A missão de Valinda Lacy na agitada e quente Nova Orleans é ajudar a comunidade de ex-escravizados a sobreviver e florescer através do estudo. Só que em pouco tempo ela descobre que, ali, a liberdade também pode ser sinônimo de perigo.
Quando bandidos supremacistas destroem a escola que ela montou e tentam atacá-la, Valinda corre para salvar sua vida e vai parar nos braços do heroico capitão Drake LeVeq.
Arquiteto nascido em uma família tradicional de Nova Orleans, Drake tem um profundo interesse pessoal na reconstrução da cidade. Criado por mulheres fortes, ele logo é conquistado pela determinação de Valinda. E não consegue parar de admirá-la – nem de desejá-la.
E quando o pai de Val exige que ela volte para casa, em outro estado, para se casar com um homem que ela não ama, seu espírito indomável atrairá Drake para uma disputa irresistível.


Quando li a respeito de Ventos de Mudança, soube que era uma história que eu gostaria de conhecer. Para começar, é um romance histórico e diferente do romance de época em que se utiliza apenas uma época diferente e seus costumes, roupas e trajes como pano de fundo para o romance, no romance histórico os personagens são inseridos em momentos da história que realmente aconteceram (como guerras) e com isso os fatos e lugares tem um peso maior, não sendo apenas o romance o destaque da história.


Ventos de Mudança se passa Nova Orleans, 1867, em um período conhecido como a Reconstrução, poucos anos após o fim da guerra civil e abolição dos escravos. Um tempo inconstante, cheio de esperanças para os recém-libertos mas também de grande incerteza, uma vez que os políticos deixaram as pessoas pretas a deriva durante a "Redenção".


É nesse cenário que conhecemos Valinda, uma professora preta de Nova York, que decide ir para Nova Orleans no período pós guerra para ensinar os pretos recém libertos. Valinda sabe que a melhor maneira de mudar de vida é através da educação, e mesmo com pouco investimento e apoio, ela tenta ajudar o máximo de pessoas possível. E tudo vai relativamente bem até que supremacistas brancos colocam fogo na escola de Valinda e tentam abusar dela, mas Valinda corre e é salva pelo belo Capitão LeVeq.


Drake é arquiteto, nascido em uma família preta tradicional de Nova Orleans, criado por mulheres fortes e determinadas, com sangue de pirata e interesse pessoal na reconstrução da cidade. Quando conhece Valinda fica admirado com a sua determinação e beleza, mas o fato de ela ter um noivo faz com que ele tente frear seus sentimentos.


Muita coisa acontece fazendo com que Valinda precise cada vez mais da ajuda da família LeVeq, além de ficar mais próxima de Dreke. Isso faz com que conheçamos um pouco mais da história de cada um, suas crenças e objetivos, e torcer para que os dois tenham o seu final feliz.



Valinda e Drake são personagens apaixonantes, assim como todos os personagens secundários, mas acredito que o peso histórico chama muito mais atenção que o romance da trama. Ler sobre o período pós abolição e como os recém libertos ainda sofriam preconceitos, eram vítimas de crimes e não havia ninguém que lutasse verdadeiramente por eles foi muito doído. Assassinatos sem punição, famílias separadas por vendas tentando se reencontrar, tentativas de estupro, casas incendiadas, tudo isso era tão comum, e ver as injustiças se acumulando sem solução foi algo que mexeu muito comigo durante a leitura.


Valinda é forte e determinada, luta contra as injustiças e mesmo as coisas sempre estando contra ela, não se deixa abater. Drake é um príncipe pirata, e o que mais me chamou a atenção nele foi ser um "homem real", que trabalha, luta, se esforça para ter as coisas, e sofre, perde como todo mundo, mas tem um amor gigante pela família e não desiste nunca! E falando em família, toda a família LeVeq é maravilhosa, e quero muito conhecer as histórias dos demais membros.


Um ponto que gostaria muito de salientar foi a atenção da tradução da editora, em usar o termo PRETOS e não NEGROS como em muitos livros que ainda vemos por ai.

Ventos de Mudança é o primeiro volume da série Mulheres Pioneiras, será seguido por Tempestade Selvagem, que será publicado pela editora em 2022.


Tem um tempinho que não posto um texto pessoal por aqui não é? Em agosto comentei quando decidi começar um processo de autocuidado, dando atenção ao meu corpo, mente, trabalhando a minha saúde física e mental. Acertei em algumas coisas, errei em outras, mas o processo continua. Cuidar de mim mesma tem sido um processo mais difícil do que eu imaginei, os maus hábitos tem um peso muito forte na minha rotina.


Ontem foi  a minha primeira sessão de terapia, mais um passo no meu processo. Passei por algumas experiências traumáticas nas últimas semanas e senti necessidade de buscar ajuda profissional. A terapia é aquele "mal que vem pra bem", mexe em muitas feridas, faz a gente se questionar em vários aspectos e as vezes enxergar coisas que nos esforçamos pra não ver, e isso dói, traz desconforto, mas no final faz muito bem a gente finalmente entender a origem dos problemas, confrontar e começar o processo de cura.


Fora isso, diminui meu tempo nas redes sociais, pois percebi que a praticar de "rolar feed" e comparar vidas totalmente diferentes da minha estava me dando muitos gatilhos da ansiedade. E saindo das telas pude dar mais atenção as coisas a minha volta! Aos cursos que quero fazer, os cuidados pessoais que mereciam mais atenção... Consegui ler mais, voltar para a academia (E como eu estava precisando de uma atividade física viu?)  me aventurar nas receitas saudáveis e tudo isso tem feito muita diferença pra mim!


Claro que nem todos os dias são um mar de rosas né? Tem dias que o desanimo bate, falta disposição pra tudo e só quero ficar deitada, mas os dias bons tem sido maioria, tenho lidado melhor com as falhas e os dias ruins, e tenho levado como lema uma frase de uma amiga "Eu não vou desistir de mim".


Logo volto para compartilhar com vocês mais um pouquinho de como tem sido o meu processo ta? Espero que por aí as coisas estejam indo bem, que também tirem um tempinho para o autocuidado, e que lembrem-se sempre de ser a sua prioridade ♥ 


Título: Broken Sea: Um Estranho nas Sombras
Autor: Miller Britto
Páginas: 152
Ano de Publicação: 2019
Editora: 7 Autores
Skoob: AQUI
Compre Aqui: Amazon

Sinopse: "Jonathan Blake é um famoso escritor.
Patrick Martin é um pária, excluído e humilhado.
Jonathan está em busca de recomeço.
Patrick de sangue e morte.
Jonathan encontrou a mulher de sua vida.
Patrick a tirou dele de forma brutal.
E no pequeno vilarejo de Broken Sea...
Eles finalmente vão se encontrar.

O famoso escritor Jonathan Blake deixou para trás a cidade grande em busca da paz e tranquilidade oferecidas pelo paradisíaco povoado de Broken Sea. A lembrança constante de que perdera Clair, a mulher que ele amava, pelas mãos de um brutal assassino, é um bloqueio instransponível para a criatividade que ele busca reencontrar em Broken Sea, pois apenas um novo Best-Seller pode salvar sua carreira. Entretanto, ao mesmo tempo em que Jonathan conhece Tess e descobre que pode voltar a amar novamente, também descobre que existe alguém a lhe espreitar, uma pessoa que definitivamente deseja dar um fim à sua vida, iniciando uma guerra psicológica que promete levá-lo à loucura.
Patrick Martin é um pária, um desajustado em meio à sociedade moderna, e, sobretudo, um psicopata em potencial. Quando os abusos morais e humilhações sofridas por parte de seu pai e também pelos colegas de trabalho somam-se ao desprezo de Clair, a mulher que ele idolatra obsessivamente, passa a faltar muito pouco para que Patrick se transforme em um assassino.
Em Broken Sea, Miller Britto coloca esses dois homens frente a frente e o derradeiro desenlace deste encontro culminará num final tão surpreendente que fará os leitores pularem de suas confortáveis poltronas, ficando gravado em suas mentes por anos a fio."


Miller Britto é um autor nacional que eu conheci através do livro “O inverno dos escritores mortos”, um dos melhores suspenses que eu já li. Desde então li várias obras do autor, é uma que ganhou destaque entre os meus preferidos foi Broken Sea. Miller tem um talento incrível para criar histórias maravilhosas e nada previsíveis, personagens bem construídos com personalidades marcantes e  narrativas muito instigantes, virei fã absoluta!


Broken Sea é uma cidade pacata onde o escritor Jonathan Blake resolveu se refugiar em  busca de inspiração para o seu próximo livro, após perder o amor da sua vida, Clair, pelas mãos de um psicopata. Lá ele conhece Tess, uma jovem com um passado sofrido que busca paz e tranquilidade, e ao mesmo tempo que ele descobre que pode voltar a amar, descobre também  que alguém o está perseguindo e ameaçando sua vida. Será mesmo que ele deixou o passado no passado?


Patrick é um desajustado com grande tendência a psicopatia. Quando os abusos e humilhações que ele sofre do pai e dos colegas de trabalho soma-se ao desprezo de Clair, por quem ele tem uma obsessão doentia, a consequência é enorme e causa estragos a vida de todos eles.


Em Broken Sea os dois homens se encontram, e isso resulta em algo que NINGUÉM pode esperar.



Essa foi uma história que me envolveu do início ao fim. Por já começar com um acontecimento trágico, já fiquei alerta em cada detalhe durante a história para entender tudo que aconteceu até aquele ponto. A forma como o autor nos apresenta os fatos, primeiro aos olhos de um personagem, depois de outro, e fazendo todas as peças se encaixarem aos poucos, deixa tudo mais interessante e intenso!


Patrick é o tipo de personagem que não me desce por nada! É grosseiro, asqueroso, e mesmo vendo a história ser contada pelo seu ponto de vista, entendendo os traumas pelos quais ele passou, não consegui sentir empatia por ele.


Já Jonathan Blake me confundiu ao longo da leitura. Era fácil compreender seu luto e traumas, o medo de se envolver novamente, a forma como ele se torna uma pessoa mais reservada. Quando começa a perceber que está sendo perseguido fica muito apreensivo e nós leitores ficamos também, esperando o que mais pode acontecer na vida desse pobre homem.


Miller Britto brinca com a cabeça do leitor o tempo todo, você acha que entendeu a história e ele te surpreende, o plot twist é simplesmente sensacional! Eu fiquei um bom tempo digerindo a história, em como muita coisa estava embaixo dos meus olhos e eu não vi... Eu amo livros de suspense e conseguiu me prender até a última palavra da última linha!