[RESENHA]: VENTOS DE MUDANÇA - BEVERLY JENKINS


Título: Ventos de Mudança (Mulheres pioneiras #1)
Autor: Beverly Jenkins
Páginas: 240
Ano de Publicação: 2021
Editora: Arqueiro 
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Sinopse: "A missão de Valinda Lacy na agitada e quente Nova Orleans é ajudar a comunidade de ex-escravizados a sobreviver e florescer através do estudo. Só que em pouco tempo ela descobre que, ali, a liberdade também pode ser sinônimo de perigo.
Quando bandidos supremacistas destroem a escola que ela montou e tentam atacá-la, Valinda corre para salvar sua vida e vai parar nos braços do heroico capitão Drake LeVeq.
Arquiteto nascido em uma família tradicional de Nova Orleans, Drake tem um profundo interesse pessoal na reconstrução da cidade. Criado por mulheres fortes, ele logo é conquistado pela determinação de Valinda. E não consegue parar de admirá-la – nem de desejá-la.
E quando o pai de Val exige que ela volte para casa, em outro estado, para se casar com um homem que ela não ama, seu espírito indomável atrairá Drake para uma disputa irresistível.


Quando li a respeito de Ventos de Mudança, soube que era uma história que eu gostaria de conhecer. Para começar, é um romance histórico e diferente do romance de época em que se utiliza apenas uma época diferente e seus costumes, roupas e trajes como pano de fundo para o romance, no romance histórico os personagens são inseridos em momentos da história que realmente aconteceram (como guerras) e com isso os fatos e lugares tem um peso maior, não sendo apenas o romance o destaque da história.


Ventos de Mudança se passa Nova Orleans, 1867, em um período conhecido como a Reconstrução, poucos anos após o fim da guerra civil e abolição dos escravos. Um tempo inconstante, cheio de esperanças para os recém-libertos mas também de grande incerteza, uma vez que os políticos deixaram as pessoas pretas a deriva durante a "Redenção".


É nesse cenário que conhecemos Valinda, uma professora preta de Nova York, que decide ir para Nova Orleans no período pós guerra para ensinar os pretos recém libertos. Valinda sabe que a melhor maneira de mudar de vida é através da educação, e mesmo com pouco investimento e apoio, ela tenta ajudar o máximo de pessoas possível. E tudo vai relativamente bem até que supremacistas brancos colocam fogo na escola de Valinda e tentam abusar dela, mas Valinda corre e é salva pelo belo Capitão LeVeq.


Drake é arquiteto, nascido em uma família preta tradicional de Nova Orleans, criado por mulheres fortes e determinadas, com sangue de pirata e interesse pessoal na reconstrução da cidade. Quando conhece Valinda fica admirado com a sua determinação e beleza, mas o fato de ela ter um noivo faz com que ele tente frear seus sentimentos.


Muita coisa acontece fazendo com que Valinda precise cada vez mais da ajuda da família LeVeq, além de ficar mais próxima de Dreke. Isso faz com que conheçamos um pouco mais da história de cada um, suas crenças e objetivos, e torcer para que os dois tenham o seu final feliz.



Valinda e Drake são personagens apaixonantes, assim como todos os personagens secundários, mas acredito que o peso histórico chama muito mais atenção que o romance da trama. Ler sobre o período pós abolição e como os recém libertos ainda sofriam preconceitos, eram vítimas de crimes e não havia ninguém que lutasse verdadeiramente por eles foi muito doído. Assassinatos sem punição, famílias separadas por vendas tentando se reencontrar, tentativas de estupro, casas incendiadas, tudo isso era tão comum, e ver as injustiças se acumulando sem solução foi algo que mexeu muito comigo durante a leitura.


Valinda é forte e determinada, luta contra as injustiças e mesmo as coisas sempre estando contra ela, não se deixa abater. Drake é um príncipe pirata, e o que mais me chamou a atenção nele foi ser um "homem real", que trabalha, luta, se esforça para ter as coisas, e sofre, perde como todo mundo, mas tem um amor gigante pela família e não desiste nunca! E falando em família, toda a família LeVeq é maravilhosa, e quero muito conhecer as histórias dos demais membros.


Um ponto que gostaria muito de salientar foi a atenção da tradução da editora, em usar o termo PRETOS e não NEGROS como em muitos livros que ainda vemos por ai.

Ventos de Mudança é o primeiro volume da série Mulheres Pioneiras, será seguido por Tempestade Selvagem, que será publicado pela editora em 2022.

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